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Em entrevista, prefeito Júlio Ruivo fez avaliação do primeiro mandato

Assessoria de Imprensa
31/12/2012

Em sua edição de sábado, 29, o jornal Expresso Ilustrado publicou uma entrevista com o prefeito Júlio Ruivo, que foi questionado sobre vários trabalhos da administração municipal. Confira alguns trechos:

Qual foi a principal obra do seu governo nestes 4 anos? 
A reurbanização é a que aparece mais e teve muitos investimentos. Mas tem as sociais que não aparecem tanto, como o Bola pro Futuro, Cidade Educadora, a construção de 460 casas, estradas boas. Dobramos o número de indústrias no Distrito Industrial, de 11 para 22. E o número de empresas que abriram foi muito superior às que fecharam. Também aumentou o número de empregos. Tudo isso não aparece, mas foi importante. 

Qual a maior frustração e a maior satisfação nos últimos quatro anos? 
A maior satisfação é ter feito mais do que imaginávamos. Enfrentamos crise mundial, um ano que só choveu (enchentes) e dois anos de muita seca. A maior frustração foi não ter conseguido terminar esses quatro anos com uma máquina pública mais eficiente. A burocracia ainda é um empecilho para os prefeitos. 

Que nota dá ao seu governo, em especial a área da Saúde?
A nota quem dá são as pessoas que usam o serviço. É muito difícil fazer uma autoavaliação. Mas acho que passamos no teste, pois mais de 18 mil nos reelegeram para mais quatro anos. Isso é significativo. Pelo número de votos, dá pra dizer que a população me deu nota 7. Na área da saúde a secretária tinha uma meta de construir sete ESFs. Construiu e equipou. São 140 pessoas trabalhando nesta área e não acredito que isto tenha trazido prejuízo para nós. Pelo contrário. A saúde preventiva está muito melhor. Claro que temos problemas na saúde especializada, e que fique claro que não é responsabilidade do município oferecer esse serviço. Essa sim merece atenção e vai ser um dos focos a partir de 2013, quando teremos parte dessas obrigações. Só não sei se o governo federal vai nos mandar o dinheiro ou só a obrigação. Vai ser um novo desafio. 

Por que faltou dinheiro no final do ano? Fechará as contas em dia? 
Iria faltar um milhão e 700 mil do que estava previsto. Basicamente por renúncia do governo federal por abrir mão do IPI (imposto sobre produtos industrializados), o que influencia diretamente nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios. Mas isso aconteceu com todas as prefeituras. Tivemos que fazer um enxugamento de setembro pra cá. Mas não foi por que gastamos demais ou fizemos dívidas. O governo federal é que se comprometeu em repassar um valor e depois cortou. Mas iremos fechar com tudo em dia. 

Ao final de seu mandato que imagem o senhor entende que o governo deixará à comunidade santiaguense? Qual será o legado desta administração? 
É sem dúvida a transformação da cidade, seja investindo nas pessoas ou na infraestrutura urbana. 

O que os santiaguenses podem esperar de diferente para a 2ª gestão?
Em 2009 tínhamos a expectativa de fazer mais para não passar fiasco com o que fez o governo Chicão. E nossa gestão foi muito boa. Agora é seguir fazendo o melhor. Será um novo desafio e teremos que investir mais em outras áreas. Vamos trabalhar forte o setor econômico. Queremos criar a Casa do Empreendedor, um centro de referência para os empresários e com a presença de agências de desenvolvimento e do Sebrae, microcrédito, formalização de empresas... E mudanças no plano diretor para que possam surgir novas áreas comerciais e residenciais. O plano de desenvolvimento será criado de janeiro a abril. Após esses quatro meses é que as ações práticas sairão do papel. 

Em 2009 todos os prefeitos sofreram com uma crise, aquela crise que continua até hoje. Por coincidência, agora (em 2013), os prefeitos já vão iniciar o governo com crise, com menos repasses do governo federal. Como agir nestes casos? Estamos preparados. Tanto é que na criação do orçamento previmos um investimento mínimo. Até a metade do ano iremos trabalhar de freio-de-mão puxado. Provavelmente manteremos o turno-único todo o ano pois os reflexos da seca de 2012 refletirá em 2013. Os repasses de ICMS serão mínimos. A determinação é que todos os prefeitos fechem o cofre. 

Do orçamento para 2013, 88 milhões, quanto é receita própria do município?
Da arrecadação própria teremos entre 24 e 25% do orçamento. As nossas receitas próprias são altas se compararmos a outros municípios que ficam entre 17 e 20%. E teremos 35 milhões para compras públicas. E aí enfrentaremos o desafio de fazer com que este dinheiro seja gasto aqui. Hoje, apenas 5% das compras da prefeitura são feitas em Santiago. O resto vai pra empresas de fora que vendem pra prefeitura. É um prejuízo enorme, pois esse dinheiro sai do município. Uma de nossas metas é aumentar esse índice já no primeiro ano para até 30%. Teremos que preparar nossos empresários para que possam participar das licitações. 

Como está a montagem do novo governo; quais os nomes e suas respectivas secretarias até o momento? 
A escolha de secretário parece fácil, mas não é. É extremamente difícil e não vou esperar que os secretários criem projetos da cabeça deles. E já foi assim em 2009. Na verdade todos receberam um programa de governo com as metas e tiveram a missão de cumpri-las. E só iriam fracassar se não cumprissem. E todos se saíram bem. Em algumas áreas até busquei substitutos para 2013, mas os que também seriam capazes preferem seguir cuidando de seus negócios e não querem trabalhar na área pública. 

A na de Gestão, como fica? 
Essa é estratégica. Vinha sendo ocupada pelo Canterle desde a saída do Frederico e até a presente data não tínhamos encontrado uma pessoa com o perfil desejado, que seja planejador, que pense, que tenha visão técnica e política. E agora encontramos o professor Tiago Gorski. Quando o convidei não tinha expectativa que ele aceitasse porque é uma pessoa que tem várias atividades (AES Sul e URI). Mas para minha surpresa, ele aceitou. É a principal novidade no secretariado. 

Nas demais, segue como está? 
Sim. Na Educação, o sindicato e direção das escolas pediram a continuidade de Denise Cardoso. No Desenvolvimento Social a Sônia Uberti quer sair por que está indo embora. Mas deve continuar até o meio do ano. No Meio Ambiente, Gildo ficará na secretaria por dois anos e depois volta à Câmara. Nas demais, não haverá mudanças. O que eu acho que acontecerá é que ao longo do governo, poderá naturalmente acontecer algumas trocas. 

O que é mais urgente para Santiago no momento? 
Atacar a questão econômica. Temos uma boa base e precisamos gerar bastante empregos. E os pequenos negócios ajudam muito neste quesito. E também atacar alguns pontos na Saúde, na área especializada, buscando profissionais. Na educação estamos bem. 

Cite quatro metas do novo governo e que trarão mudanças pra cidade: 
Atender a educação infantil com a criação de mais Emeis. Em quatro anos vamos atender a 100% das crianças. As outras são a atenção especializada na saúde, a conclusão dos asfaltamento na cidade e reorganizar o trânsito. 

Que mensagem de final de ano deixa aos santiaguenses? 
De otimismo. Santiago é uma cidade muito boa. Vejo um crescimento nas pessoas e famílias. A melhor maneira de avaliar é o projeto Criança Feliz. Quando foi criado muitas crianças iam basicamente pela alimentação. Hoje, não se vê mais isso. A população de baixa renda conquistou moradia e emprego. A construção emprega muito e teremos uma boa safra de grãos. E a prefeitura seguirá fazendo a sua parte, qualificando todos que desejam trabalhar. 2013 vai ser um ano bom para os santiaguenses. Um Ano Novo de prosperidade! 

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Prefeitura Municipal de Santiago.

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